15 jun 2026 8 min

A nuvem não é a resposta padrão: o caso econômico do on-premise em 2026

Rodamos 100% da operação em datacenter próprio. As contas que fizemos, os riscos que aceitamos e onde a nuvem ainda ganha.

Durante quinze anos, “vai pra nuvem” foi a resposta padrão para qualquer decisão de infraestrutura. Era o caminho seguro de carreira: ninguém foi demitido por escolher a nuvem. Este ensaio é sobre por que, na Mobi2Buy, tomamos a decisão oposta — e o que aprendemos operando 100% em datacenter próprio.

A conta que ninguém faz no começo

O erro clássico é comparar o preço de tabela da nuvem com o CAPEX de um servidor. A comparação honesta é outra: custo total ao longo de três anos, incluindo transferência de dados, IOPS provisionado, e o imposto silencioso do egresso. Em cargas de trabalho estáveis e intensivas — que são exatamente as nossas — a curva vira a favor do on-premise mais cedo do que a narrativa dominante admite.

O que a nuvem ainda ganha

Não é ideologia. A nuvem ganha em três cenários, e vale nomeá-los: picos imprevisíveis, experimentos que podem morrer amanhã, e qualquer coisa que precise estar geograficamente distribuída no primeiro dia. Onde a carga é elástica e incerta, alugar é a decisão certa.

O que aceitamos em troca

Ser dono da infraestrutura é ser dono dos problemas dela. Aceitamos a responsabilidade de operar hardware, de ter um plano de capacidade real, e de não poder “escalar com um clique”. Em troca, ganhamos custo marginal previsível, soberania sobre o dado do cliente e uma conversa de LGPD muito mais simples. Para o nosso perfil de carga e o nosso setor, foi o trade certo.

← todos os insights